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Super Coach do Cocó

O karma de (con)viver com Doenças Inflamatórias do Intestino.

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O karma de (con)viver com Doenças Inflamatórias do Intestino.

15.Fev.21

As 3 questões mais comuns quando se fala de DII e relações || The 3 most common questions about IBD and Relationships

Estavam dois cocós a saltar à corda e chegou uma

(English below)

 

Viver com uma doença inflamatória do intestino(DII) não nos impede de viver uma vida em pleno. Contudo, temos que admitir que por vezes complica e uma área que por vezes complica é… relações! Existe diversas formas de uma DII complicar:

  • Os membros da família, amigos e outras pessoas próximas torna-se cuidadores quando o Crohn, a Colite Ulcerosa ou outra forma de DII fica activa;
  • O comportamento da doença ao longo do tempo, entre períodos de atividade e remissão, pode gerar tensões nas relações ao longo do tempo
  • Algumas pessoas podem compreender e apoiar na resolução das necessidades que uma pessoa com DII tenha na gestão diária de uma doença crónica. Outros…. Nem por isso.

Hoje, e porque ontem foi Dia de São Valentim, vamo-nos focar num tipo de relação: namorar!

 

Quando dizer?

Quando se tem uma DII, namorar torna-se todo um novo mundo porque surgem imensas perguntas como, quando lhe dizer que tenho uma doença crónica? Sinceramente, gradualmente. Não vale a pena dar todos os detalhes até porque a pessoa não vai conseguir absorver toda a informação. Claro que se a relação é meramente casual, se calhar não vale a pena revelar tudo e um par de botas acerca da doença crónica que tens. Contudo, se é uma relação que de facto queres investir, deves falar sobre a DII (que afinal, é também uma parte importante da tua vida). Depois é usar o bom senso de quando lhe deves dizer. Todas as situações são diferentes, mas há uma coisa importante: deves sentir-te à vontade para falar no assunto e deves estar disponível para responder a todas as questões que a outra pessoa possa ter. Mesmo que possam parecer preconceituosas ou parvas: provavelmente a pessoa à tua frente não faz ideia sobre o que é e o que implica uma DII. Fazer perguntas sobre o assunto mostra interesse e é uma oportunidade de lhe explicares o que é uma DII e o que implica. E claro, dá a possibilidade da pessoa ir a uma consulta contigo e colocar directamente perguntas ao teu médico.

 

Como dizer?

Outra questão é como dizer. Primeiro é importante mostrar à outra pessoa que a tua doença não te define enquanto pessoa. És muito mais do que a doença: é uma parte da tua vida, provavelmente ajudou a formar-te enquanto pessoa, mas…. Há muito mais na tua vida além da doença! Mostrar e explicar isso mesmo, creio que é fundamental. Palavras a usar, nível de detalhe, dependerá muito da relação que tenhas com a outra pessoa e o que queres dessa mesma relação. Acima de tudo, e muito importante: ser honesto!

 

E se levar uma tampa?

Se depois desta conversa toda, de se pôr a alma ali exposta, ser honesto e educativo sobre uma DII, a outra pessoa decide ir embora? Bom, não deixa de ser uma possibilidade. Se for este o caso, melhor descobrir mais cedo do que mais tarde. Ninguém gosta de ser rejeitado, especialmente por algo que não se consegue controlar e que não depende de ti. Há pessoas com DII que dizem que a doença serviu como filtro, para ficarem rodeados por aqueles que de facto se interessam. Uma espécie de separar o trigo do jóio, estás a ver? Por isso, nem tudo tem que ser necessariamente mau.

 

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Living with inflammatory bowel disease (IBD) does not prevent us from living a full life. However, we have to admit that sometimes makes everything more challenging. One of those challenges is ... relationships! There are several ways that IBD can complicate:

  • Family members, friends and other close people become caregivers when Crohn's, Ulcerative Colitis or another form of IBD becomes active;
  • The behaviour of the disease over time, between periods of activity and remission, can generate tensions in relationships over time
  • Some people can understand and support in addressing the needs that a person with IBD has in managing a chronic illness. Others…. Not really.

 

Today, and because yesterday was Valentine's Day, we will focus on one type of relationship: dating a DII!

 

When to say it?

When you have IBD, dating becomes a whole new world because there are so many questions: When to tell you that I have a chronic illness? Honestly, gradually. It is not worth giving all the details because the person will not absorb all the information. Of course, if the relationship is merely casual, maybe it is not worth revealing everything and a pair of boots about the chronic illness you have. However, if it is a relationship that you want to invest in, you should talk about IBD (which, after all, is also apart of your life). Then you have to use common sense when to tell it. All situations are different, but there is one crucial thing: you must feel free to talk about it, and you must be available to answer any questions that the other person may have. Even though they may seem biased or silly: probably the person in front of you has no idea what IBD is and what it involves. It is also an opportunity to explain what IBD is and what it implies. And of course, it allows the person to go to an appointment with you and ask your doctor questions directly.

 

How to say it?

Another question is how to say it. First, it is essential to show the other person that your illness does not define you as a person. You are much more than the disease: it is a part of your life, it probably helped to form you as a person, but…. There is much more to your life than illness! To show and explain that, I believe it is fundamental. Words to use, level of detail, will depend a lot on the relationship you have with the other person and what you want from that same relationship. Above all, it is imperative: be honest!

 

What if I am rejected?

And if after this whole conversation, of putting your soul on display, you are honest and educative about an IBD, the other person decides to leave? Well, it is still a possibility. Suppose this is the case, better to find out sooner than later. Nobody likes to be rejected, especially for something you can't control, and it doesn't depend on you. People with IBD say that the disease served as a filter to be surrounded by those interested.

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